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A conexão que importa

  • Foto do escritor: ITHER
    ITHER
  • 13 de fev. de 2019
  • 2 min de leitura

Por que estamos nos sentindo vazios e irrealizados?#constelaçãofamiliar


Nunca passamos por tantas mudanças em nossa história recente. Uma onda progressista que anuncia o início de uma era aquariana revela nossas insatisfações em áreas importantíssimas, do relacionamento a política, da sexualidade à educação.

Em face aos padrões rígidos estabelecidos em outros tempos, nos armamos até os dentes contra o conservadorismo, a desigualdade e a tudo aquilo que é silenciado.

O problema? Passamos nós mesmos pro lado que silencia e exclui. Passamos a olhar para nossas famílias, principalmente, os nossos pais como antiquados e obsoletos. E numa tentativa de nos fechar para aquilo que nos desagrada, nos fechamos também para aquilo que nos dá vida.

Ao recusarmos assumir completamente o que vem da nossa família, passamos a procurar incessantemente por grandes realizações pessoais ou por "iluminação espiritual". Isto porque, quem rejeita os pais, rejeita a si mesmo e sentindo-se irrealizado e vazio. A busca por essas metas, então, não passam de uma busca secreta do pai ou da mãe que não foi aceito.

Não discuto aqui a validade nem a urgência das nossas lutas, porque estas são inquestionáveis. Igualmente, não advogo em prol dos velhos padrões. Minha defesa é em favor de uma nova postura perante a vida, o que começa com a nossa postura perante nossa família.

A partir daqui, se você deseja compreender e experimentar o que proponho é importante que você fuja da dicotomia entre o que é bom e ruim. Exploraremos muito esse tema, mas por agora basta entendermos que quem se exalta perde a conexão com o outro. Quem se exalta não entende que sobre as mesmas circunstâncias, isto é, grupo familiar, pais, história de vida estaria igualmente condicionado. É fácil falar sobre o que não se vive. É fácil falar quando os que vieram antes permitiram que você chegasse onde você chegou.

Assim, visando preencher-nos e aumentar nossa força, devemos procurar nos conectar com toda nossa família e ancestralidade, recebendo e reconhecendo o que veio deles com amor. Para isso, primeiro temos de dar um lugar em nosso coração para os nossos pais. Quem concorda e respeita com os pais da maneira que são e aceita aquilo que eles lhe impõem e dele exigem ganha a força que vem deles.

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